SEMANA SANTA

A SEMANA MAIOR

3/30/20262 min ler

A Semana Santa, que para nós cristãos é a semana mais importante do ano, oferece-nos a oportunidade de nos imergirmos nos acontecimentos centrais da Redenção, de reviver o Mistério pascal, o grande Mistério da fé. Os solenes ritos litúrgicos nos ajudam a meditar de forma mais viva a paixão, morte e ressurreição do Senhor", disse Bento XVI na catequese sobre a quaresma em 2009.Como é maravilhoso, e ao mesmo tempo surpreendente, este mistério! Nunca podemos meditar suficientemente esta realidade. Jesus, mesmo sendo Deus, não quis fazer das suas prerrogativas divinas uma posse exclusiva; não quis usar o seu ser Deus, a sua dignidade gloriosa e o seu poder, como instrumento de triunfo e sinal de distância de nós. Ao contrário, "despojou-se a si mesmo" assumindo a miséria e a frágil condição humana Paulo usa, a este propósito, um verbo grego muito expressivo para indicar a Kénosis, a descida de Jesus. A forma (morphé) divina escondeu-se em Cristo sob a forma humana, ou seja, sob a nossa realidade marcada pelo sofrimento, pela pobreza, pelos nossos limites humanos e pela morte. A partilha radical e verdadeira da nossa natureza, partilha de tudo excepto do pecado, conduziu-o até àquela fronteira que é o sinal da nossa finitude, a morte. Mas tudo isto não foi fruto de um mecanismo obscuro ou de uma fatalidade: foi antes uma sua escolha livre, por adesão generosa ao desígnio salvífico do Pai. E a morte que enfrentou acrescenta Paulo foi a de cruz, a mais humilhante e degradante que se pudesse imaginar. Tudo isto o Senhor do universo o realizou por amor a nós: por amor quis "despojar-se a si mesmo" e fazer-se nosso irmão; por amor partilhou a nossa condição, a de cada homem e mulher. Escreve a propósito uma grande testemunha da tradição oriental, Teodoreto de Ciro: "Sendo Deus, e Deus por natureza, e tendo a igualdade com Deus, não considerou isto algo de grandioso, como fazem quantos recebem uma honra acima dos seus merecimentos, mas escondendo os seus merecimentos, escolheu a humildade mais profunda e assumiu a forma de um ser humano" (Comentário à carta aos Filipenses, 2, 6-7).

"Ao final do caminho quaresmal, dispomo-nos também nós a entrar no clima mesmo que Jesus viveu então em Jerusalém. Queremos despertar em nós a memória viva dos sofrimentos que o Senhor padeceu por nós e nos preparar para celebrar com alegria, no próximo domingo, "a verdadeira Páscoa". (Audiência Geral, Bento XVI)

O nosso Santuário, disporá de várias celebrações ao longo desta Semana Santa para acolher os peregrinos que queiram participar desta semana maior de 2026 conosco. No entanto, devido a longa celebração da Vigília Pascal e o horário inoportuno à infraestrutura circular do santuário, prezando uma melhor segurança do público, não disporemos de nenhuma celebração aberta aos peregrinos. Aqui estão os horários das missas desta semana santa:

Domingo de Ramos 7.30 da manhã, 11h da manhã e 15h da tarde

Quinta Feira Santa 16h da tarde

Sexta Feira Santa 15h da tarde

Sábado Santo não haveremos celebração aberta ao público

Domingo de Páscoa 8h, 11h e 15h da tarde